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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


Pesquisa aponta sofisticação no uso da Internet em empresas brasileiras



Estudo também apresenta indicadores sobre comércio eletrônico,
governo eletrônico, segurança na rede e habilidades no uso das TICs

O aumento da sofisticação tecnológica nas empresas e a maior facilidade na contratação de indivíduos que saibam manejar o computador em seus aspectos básicos para funções diversas nas empresas é um dos destaques da 3ª Pesquisa Sobre Uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil — TIC EMPRESAS. 

De acordo com a pesquisa, os computadores estão presentes em 95% das empresas e a informatização aumenta de acordo com o porte. Entre as que utilizam computadores, o acesso à Internet é quase integral: 97%. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, dia 20 de maio, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

O CGI.Br foi criado em 1995 para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país e promover a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. É composto por membros do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade acadêmica.

O Ministério do Planejamento está representado por meio do secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, que é um dos nove representantes do Governo Federal do CGI.Br.

O levantamento apresenta dados sobre a penetração e uso da Internet em companhias de todo o país, incluindo indicadores sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), comércio eletrônico, governo eletrônico, segurança na rede e habilidades no uso das TICs.

Um dados verificados pela pesquisa é que 64% das empresas utiliza modem digital via linha telefônica “xDSL”.  Em seguida, vem o acesso por modem via cabo (18%), e a conexão via rádio (15%). O acesso discado “conexão dial up” abrange apenas 8% das empresas. A pesquisa detectou crescimento no percentual de empresas que têm rede sem fio, de 17% em 2006 para 28% em 2007, ao passo que o percentual daquelas que têm rede com fio diminuiu de 87% para 77%.

“Os dados mostram uma evolução no uso de tecnologias mais sofisticadas como redes locais sem fio e sistemas de gestão como ERP, e no uso de ferramentas de governo eletrônico e de comércio eletrônico”, explicou Mariana Balboni, gerente do CETIC.br. “Consolidada a fase de adoção inicial, o ‘estar na Web’, surge agora o momento de aproveitar o potencial das ferramentas online para otimizar os processo de gestão e da cadeia de valor”.

Entre as empresas que acessam a Internet, 44% têm redes com velocidade de download entre 301 Kbps e 2 Mbps, e 26% com velocidade de até 300 Kbps. Somente 4% das empresas possuem conexões acima de 2 Mbps, e 26% não souberam responder qual a velocidade. As regiões Norte e Nordeste são as que apresentam maiores percentuais de empresas com velocidades mais baixas de download: 33% e 35%, respectivamente, têm redes com velocidades de até 300 Kbps.

Considerando as áreas de atuação, o uso de computador é praticamente absoluto entre as empresas dos setores de atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados a empresas; e transporte, armazenagem e comunicação. É muito elevado (96%) no setor de comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos. Na indústria de transformação, o uso do computador atinge 94% das empresas, e nos outros setores da economia, 84%.

O uso de sistemas operacionais de código aberto permaneceu estável em relação a 2006 (28% das empresas), mas varia de acordo com o porte. Entre as organizações com mais de 250 funcionários, 61% utilizam este tipo de software em servidores ou computadores de usuários finais (client). Já o uso de pacotes ERP para integração de dados e processos engloba 47% das empresas, e 40% delas utilizam aplicativos CRM para gerenciar informações de clientes.

O Sudeste possui o maior número de funcionários utilizando computador e internet (56% em média), maior uso de rede (81% possuem rede LAN com fio; 39% possuem intranet), e também posse de Website (52%). As regiões Norte e Nordeste também possuem índices altos de uso de computador (93% e 98%, respectivamente), mas utilizam menos outras tecnologias mais sofisticadas.

Outro dado que chama atenção na pesquisa é o fato de 89% das empresas utiliza algum serviço de governo eletrônico, percentual que é quase universal (97%) entre as empresas que têm a partir de 250 funcionários. Os serviços mais utilizados são: a consulta ao FGTS (64%), a consulta ao cadastro de inscrições estaduais (62%) e o envio da declaração de IR (61%).

Com relação à segurança na rede, menos da metade (40%) possui uma política de segurança ou de uso aceitável de recursos de TI ou comunicação. Por região, o Sudeste e o Sul possuem os maiores percentuais de empresas com programas de treinamento em segurança da informação para os funcionários: 27% e 26%, respectivamente. A menor taxa (19%) está no Nordeste.

As empresas utilizam cada vez mais a Internet para fazer compras. Em 2006, eram 52%. Em 2007, 64%. Quanto maior o porte, maior o percentual de empresas que realiza pedidos online, seja via email ou via formulário. Entre as que têm de 10 a 49 funcionários, 62% já realizaram algum pedido; entre as que têm de 50 a 249 funcionários, 69%; e entre as que têm a partir de 250 funcionários, 78%.


Mão-de-obra especializada

A TIC Empresas revela que aproximadamente 20% das empresas que têm a partir de 10 funcionários contrataram especialistas em TI nos 12 meses anteriores à realização da pesquisa e 38% delas apontou dificuldades no processo de contratação, cenário que reflete o aumento da demanda por este tipo de profissional especializado no país.

A pesquisa mostra também que 40% das empresas contrataram ou tentaram contratar pessoal com habilidades em TIC, ou seja, usuários comuns de computador e Internet, e destas, 34% registraram algum tipo de dificuldade. “Enquanto aumenta a facilidade de se encontrar indivíduos que saibam manejar o computador em seus aspectos básicos, diminui a de se encontrar aqueles que sejam especialistas no setor”, afirmou Mariana.

A gerente do CETIC.br explica que a maior parte (79%) das empresas que tiveram dificuldades em contratar especialistas em TI atribui o fato à falta de qualificação específica (estudo e/ou treinamento). A falta de experiência profissional no ramo foi citada por 69% das empresas, e as altas pretensões salariais por 58% das companhias que declararam ter encontrado dificuldade na contratação destes profissionais.

A terceira edição do estudo, realizado entre os meses de outubro e novembro de 2007, em todo o território nacional, traz os números levantados em 2,3 mil empresas com 10 funcionários ou mais pertencentes ao setor organizado da economia no Brasil, listadas na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e no Cadastro Central de Empresas do IBGE.
Postado por: Vanderson Lima

https://www.governoeletronico.gov.br/noticias-e-eventos/noticias/pesquisa-aponta-sofisticacao-no-uso-da-internet-em-empresas-brasileiras/?searchterm=comuns

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Administração Pública e Política


Emílio Ibrahim
Administração Pública e Política Emílio Ibrahim Pretender que a Administração Pública deve manter-se a uma cautelosa distância da Política, como forma de preservar ou incrementar sua eficiência, opondo os dois conceitos, constitui verdadeira contradição em seus próprios termos.
A Administração Pública apresenta natureza especial e peculiaridades em tal nível, que difere de qualquer outro tipo de atividade, e sua complexidade dificilmente é compreendida fora dela. Em termos gerais, três aspectos complementares a extremam das demais instituições e trabalhos administrativos: largueza de objetivo, impacto e consideração; responsabilidade pública; caráter político.
O conceito de Política é multifacetário, abrangendo a doutrina do direito e da moral, a teoria do Estado, a arte ou a ciência de governar, e, impropriamente, o estudo dos comportamentos intersubjetivos. Em boa parte, o traço comum a esses conceitos é a sua abrangência, em relação aos diversos aspectos que constituem o bem supremo para o cidadão, considerado como membro de uma comunidade.
É habitual a crítica à ineficiência governamental, em contraste com a eficiência da empresa privada, atribuindo-se esse resultado, em boa parte, à interferência política na área. A questão está mal colocada, e compara indevidamente instituições que têm objetivos diversos.
A Administração Pública tende a ser menos eficiente precisamente em virtude de sua natureza pública. Considerando-se, porém, que o Governo, em tese, age consoante o interesse público emergente, e sob essa perspectiva, o efeito final é torná-lo mais eficiente em termos de seu objetivo fundamental.
Numa sociedade pluralista, o número de partes interessadas é grande demais para que se possam otimizar todas as áreas. Salvo aquelas onde esse resultado é essencial, em todas as demais - e em um sistema político são sempre muitas - busca-se o suficiente, ou seja, a solução que um número suficiente de partes interessadas possa aceitar. Busca-se a solução que aplacará a oposição, mas não a solução ótima que geraria apoio, e isto até por imperativo das limitações orçamentárias. Não é à toa que a política é conhecida como a "arte do possível" e não a arte do desejável (Administração em Tempos Turbulentos, P. D. Drucker, pág. 190).
A melhoria dos resultados produzidos pela Administração Pública não será obtida a partir do inviável afastamento do fator político de sua concepção, inarredavelmente vinculado a seus objetivos. Tão pouco exclusivamente critérios de aprimoramento de sua tecnologia poderão contribuir positivamente para o seu desenvolvimento.
Na verdade, neste caso, a tecnologia produzirá resultados apreciáveis apenas quando as tarefas forem claras e estreitamente definidas, não transcendendo à rotina. A lógica tecnocrática se aplica com propriedade a objetivos operacionais bem definidos e critérios limitados. A eficiência, como ideal operacional, presume que os objetivos estão estabelecidos e que os principais métodos e recursos para realizá-los estão disponíveis. A questão, pois, seria apenas a de unir meios disponíveis com fins conhecidos. Precisamente o que constitui rotina e que se distingue da decisão crítica, que caracteriza a Administração Pública, e que envolve basicamente estabelecer prioridades e criar os meios necessários para alcançar os objetivos fixados (Selznick, A Liderança na Administração, pág. 3, 63, 116). A forçosa conseqüência é que essa atuação mecânica e regrada pelas técnicas científicas de observação e experiência, isoladamente, na conjuntura atual, e especialmente em nosso País, se mostrará mais avançada e eficaz apenas em quadros estáticos, ou em níveis inferiores da administração.
A lógica da eficiência vai perdendo terreno à medida que se aproxima do ápice da pirâmide. Os problemas neste nível resistem mais ao ataque normal dos peritos.
Metáforas mecânicas - a Organização comparada a uma máquina de produção homogênea - sugerem uma ênfase especial na organização pura e simples e nas técnicas eficientes de administracão. É provável que essas ênfases inabilitem o analista para observar o relacionamento entre política e administração, resultando daí que a verdadeira experiência em liderança organizacional e em decisões criticas com freqüência passa despercebida (Selznick, ibidem). De uma linha de comando depende, em qualquer campo de atividade humana, o sucesso dos objetivos a serem atingidos, e posso proclamar, com segurança, que o resultado obtido pelo administrador público decorrerá, substancialmente, da prudente e imparcial seleção de valores para os cargos de direção, reservados a seus colaboradores.
Nestas circunstâncias, a natureza e a qualidade da liderança, como técnica de governo, constitui a mais sedutora alternativa para o aprimoramento de resultados. A necessidade de tirocínio político é essencial e abarca uma extensa gama de problemas especiais. Indo além da eficiência, a liderança transcende à engenharia humana, ao menos na forma em que aquela é usualmente entendida. O administrador público deve ter compreensão econômica, mas não deve funcionar como um economista; deve ter compreensão legal, mas não deve funcionar como um advogado; deve ter compreensão de negócios, mas não deve operar como um homem de negócios; deve ter compreensão social, mas não deve operar como um sociólogo; deve possuir conhecimentos de pesquisa, mas não deve proceder como um cientista. Necessita aprender tais matérias de forma genérica, a fim de entender a política: seu êxito ou malogro como administrador depende de como ele funciona como político. No seu melhor sentido, política são as habilitações de um estadista (Ludwig Von Mises, Yale University).
À parte, merece também as indigitadas reivindicações "políticas" uma palavra de compreensão. A instalação de bicas de água no subúrbio, pequenas extensões de rede de energia elétrica ou gás, instalação de sedes regionais de serviços públicos, em determinados municípios, utilidades nem sempre correlacionadas com o custo-benefício, ou com a própria eficiência do serviço, solicitados por políticos em favor de seus eleitores servem de exemplo. Desde que dosados, tais pedidos circunscrevem-se perfeitamente dentro das finalidades da Administração Pública, atendendo ao profundo sentido social que em geral emana dessas reivindicações.
Em minha vida pública, iniciada na firme e segura companhia do Prefeito João Carlos Vital, ilustre exemplo de líder e administrador público, ao longo de trinta anos, sempre dediquei especial atenção ao político, até como método de trabalho. Em sua grande maioria, eles representam sempre justas aspirações de áreas específicas da comunidade e, em particular, das populações de baixa renda, anseios aos quais dificilmente o administrador público e, muito menos, a tecnologia, terão acesso sem o seu valioso auxílio. E observe-se que esses anelos individuais, ou de pequenos grupos locais, como regra, têm custo reduzido, e são tão legítimos e essenciais para os seus beneficiários, em proporção, quanto as grandes obras que visam a beneficiar a Cidade, ou o Estado, como um todo.
Escrevi, em outra oportunidade, que o que se pode postular do administrador público é a dimensão humana, a redução do exercício teórico à consciência plena de que a sua atuação influirá na vida de seres humanos, com sentimentos, ambições, frustrações e necessidades comuns. A atuação da Administração Pública, diretamente sobre problemas sociais, terá sempre seus reflexos potencializados, nos setores econômicos e industriais, devendo operar, pois, como critério das prioridades a serem estabelecidas, evitando-se os projetos altamente sofisticados, de índole tecnocrática, quando alienados do contexto humano e da presente verdade social (Administração Pública, Contradições e Objetivos, in Jornal do Brasil de 16.10.80).
Com justa satisfação, constatei o acerto dessas palavras, na profunda lição do Papa João Paulo II, a respeito do que é Política, no seu sentido humano e por isto mesmo verdadeiro:
"Toda a atividade política nacional e internacional procede do homem e para o homem; caso ela se separe dessa relação e finalidade, converte-se, de certo modo, em um fim em si mesma e perde a sua razão de ser".
Esta, enfim, é a feliz conjugação da Política, como ciência e como prática, inerente à Administração Pública, e justificadora de seus altos ideais e objetivos.
Jornal do Brasil, 30 de abril de 1981.

Por Vanderson de Lima

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Stress X Trabalho


A psicopatologia do trabalho é aquela em que se preocupa com a saúde do trabalhador no qual trás muito sofrimento.
As guerras, desastres, torturas, encarceramento, perda ou iminência de familiares representam ameaça de dano ao organismo. Esses fatores contêm um potencial forte para esgotar e falhar os mecanismos defensivos das pessoas.
O stress para se desenvolver depende da pessoa, do ambiente e da circunstância ou de determinada combinação entre eles.
O stress relacionado ao trabalho é definido como aquelas situações em que a pessoa percebe seu ambiente de trabalho como ameaçador. Na organização pode ser identificado na pessoa, no grupo e na organização. Quando um dos três não combina ocorre o stress. Contribuem para formar o estresse no trabalho o clima organizacional, a função desempenhada, as relações pessoais, o tipo de trabalho realizado e a falta ou excesso do mesmo.
Quando o gerente vê que o funcionário tem apresentado sinais de stress deve ajudá-lo a conviver com as pressões para que se torne ou continue eficiente.
O que determina o nível de estresse que encontramos é a forma de nos relacionarmos com o mundo e como ele interage com nós, sendo difícil manter o equilíbrio e controle emocional na situação em que se encontra o nosso país.
Quando as empresas pressionam os funcionários para atingir resultados pode ocorrer nas empresas: o aumento do consumo de drogas e álcool no trabalho. Quando as pessoas encontram ajuda na empresa ganham tratamento médico, suporte psicológico e atenção permanente. Através desses as pessoas param de faltar no trabalho. As corporações passaram a implantar programas contra drogas, alcoolismo e tabagismo.
As pressões que os gerentes dão aos funcionários precisam ser construtivas. É preciso que ajam num nível de pressão apropriado de modo que ele não fique tenso. Um dos fatores que determinam as doenças é o desgaste a que as pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações com o trabalho.
Conforme a maneira das pessoas serem preparadas para receber uma notícia dolorosa ou viver uma situação aversiva no trabalho, suas respostas ao stress são menos intensas. Já quando não são preparadas, a situação estressante tende a ser mais intensa. Os gerentes devem se preocupar quando os problemas, reações e sentimentos dos funcionários estão afetando o desempenho. Pois, dessa forma se torna um problema na organização.
Para Bom Sucesso (1998) o maior desafio é viver com qualidade em um mundo de alto desenvolvimento tecnológico e baixo desenvolvimento humano. Isso porque há dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal.O autor diz que as organizações estão começando a entender que necessitam desenvolver programas de conscientização e apoio com o objetivo de proporcionar um equilíbrio entre o trabalho e melhoria de qualidade de vida, a contar que as dificuldades emocionais originadas da vida pessoal afetam de maneira significativa no desempenho.
Nas organizações várias pressões contribuem para o aparecimento da lesão por esforço repetitivo. Entre eles os procedimentos rígidos de trabalho com pouca autonomia do trabalhador no desenvolvimento de tarefas; posturas rígidas; ritmos acelerados de trabalho, muitas vezes impostos pelas máquinas, exigindo esforços exagerados; pressão do tempo; tensão entre as chefias e os subordinados; pressão para manter a produtividade; excesso de trabalho inadequado (muito frio, muito calor, ruídos excessivos, pouca luz, pouco espaço, etc); monotonia e fragmentação do trabalho (cada trabalhador faz apenas uma pequena parte, sem ter a visão do conjunto do processo produtivo); ausência de pautas em tarefas que exigem descansos periódicos, já definidos em normas ou leis.
O trabalho, hoje, se tornou algo alienante pela falta de poder, insatisfação, frustração. Os trabalhadores vivem num mundo insensível e hostil às suas pretensões e necessidades.
As organizações com características alienantes possuem trabalho coercitivo; pouca criatividade; sem controle sobre ritmo,intensidade e duração; tarefas aborrecidas; relações pessoais fragmentadas e competitivas.
Ao surgirem as queixas psicossomáticas, ocorrem a queda de produção, despesas médicas e administrativas sem retorno, clima interpessoal negativo, indicação de problema pessoal e diagnóstico de problemas.
Apesar do trabalho ser considerado algo bom para o ser humano, causa problemas de insatisfação, desinteresse, apatia e irritação. Na dinâmica da cultura organizacional relacionada à saúde-doença estão os valores, histórias, mitos, normas, sanções e vínculos.
As manifestações de stress e queixas psicossomáticas ocorrem nos momentos de maior tensão, como cortes, mudanças de chefias, novas tecnologias e formas de trabalhar.

Postado por: Vanderson Lima
http://pt.shvoong.com/business-management/human-resource-management/1638156-stress-trabalho/

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Como Demitir um Funcionário


O momento de despedir um funcionário é um dos mais difíceis na carreira de um gestor. É um momento negativo, com uma forte dose de emoção (de quem está sendo despedido) e dependendo da situação requer muita frieza e jogo de cintura por parte do chefe. Por isto, a primeira coisa que você deve fazer é reconhecer que este é um processo desagradável e desconfortável qualquer que seja a condição da demissão. Aceite isso e entenda que a preparação é o melhor caminho para reduzir o stress do processo.
Lembre-se também que o fundamento da relação empregado / empregador é a comunicação bidirecional. Se, como chefe, você criou uma cultura de comunicação aberta, e cada funcionário conhece seu papel e seu desempenho na empresa, a comunicação de uma demissão será mais tranqüila. Este é um processo de longo prazo que deve ser cultivado em todos os momentos, bons e ruins.

ANTES
1. Tenha certeza de sua decisão. Após a comunicação ao funcionário, não existe mais volta atrás. Avalie se a decisão está baseada em fatos concretos, se não deve dar mais uma oportunidade ao funcionário ou se existem outras alternativas.
2. O funcionário não pode ter uma enorme surpresa ao ser comunicado da decisão. Nas últimas semanas ou meses, o seu chefe direto o deve ter alertado sobre seu fraco desempenho e necessidade de melhoria. Se os processos de avaliação de funcionários da empresa são eficientes, o funcionário já sabe que está deixando a desejar e a demissão não será totalmente inesperada. Se o funcionário ficou muito surpreendido, a gerência deve revisar seus métodos de gestão.
3. Prepare toda a documentação necessária e garanta que não fiquem lacunas que permitirão processos trabalhistas no futuro. Esta é uma tarefa que deve ser coordenada pelo departamento de Recursos Humanos. Para a reunião de demissão, tenha em mãos documentos que suportem a decisão, como avaliações de desempenho e atas administrativas.
4. Defina os detalhes. Temas como: último salário, equipamentos que estão com o funcionário, se ele poderá ficar até o final do dia ou semana, assistência que será oferecida pela empresa, como ele voltará para casa (caso use o transporte da empresa), etc. Isto agilizará o processo.
5. Proteja a informação. Faça um back-up de todos os arquivos do funcionário antes de comunicar a demissão. Isto não é excesso de desconfiança, é segurança do patrimônio intelectual da organização.
6. Evite o excesso de confiança. Você pode achar que conhece o funcionário bem e que não precisa tomar todos os cuidados no processo de demissão, mas na realidade nunca passou por um momento tão forte com este funcionário, e não sabe realmente como será sua reação. Lembre-se da pressão e stress que ele terá quando receber a notícia, e isso pode alterar o comportamento de qualquer um.
7. Não deixe a informação vazar. Somente devem saber da demissão as pessoas estritamente necessárias. A empresa deve ter processos que garantam a confidencialidade deste tipo de informação e a punição dos que a quebrarem.


DURANTE A REUNIÃO DE DEMISSÃO
1. Faça-o você mesmo. Não delegue esta tarefa ao RH ou qualquer outra pessoa. A demissão deve ser feita pelo chefe direto do funcionário naquele momento, mesmo que tenha mudado de área há pouco tempo.
2. Dê preferência ao começo da semana. Desta forma, o resto da equipe absorverá a notícia nos próximos dias e você estará disponível para qualquer dúvida ou questionamento que surgir. Também é bom para o demitido, que poderá tomar atitudes profissionais imediatas ao invés de ficar “sofrendo” durante o fim de semana.
3. Escolha o local e ambiente corretos. A reunião deve ser realizada em uma sala fechada, para evitar a humilhação pública do demitido. Se a sala tiver paredes de vidro, as cortinas devem ser fechadas. Evite qualquer tipo de exposição da pessoa. O ideal é que você esteja acompanhado de uma pessoa de RH, que servirá como testemunha e poderá responder qualquer dúvida sua ou do demitido quanto aos procedimentos de demissão da empresa.
4. Chame o funcionário da forma correta. Ligue para ele ou passe pela sua mesa e peça que vá até sua sala, em um tom natural. Não diga que tem más notícias ou seja brincalhão. Seja somente sério e breve.
5. Seja educado e cordial. Isto ajudará a manter um clima tranqüilo na reunião. Além disso você não quer criar um inimigo… quem sabe ele é contratado pelo departamento de compras de seu cliente.
6. Vá direto ao ponto. Uma de suas primeiras frases deve ser algo do tipo “João, esta reunião é para lhe comunicar que devido a ____________, você não poderá continuar trabalhando na empresa”. O funcionário nunca deve ficar em dúvida se a reunião é mais uma “bronca” ou uma demissão.
7. Mostre segurança. Qualquer tipo de hesitação de sua parte incentivará o demitido a dizer algo a mais ou questionar a decisão. Olhe nos olhos da pessoa e seja firme. Se ele perguntar de quem foi a decisão, afirme que foi sua (mesmo que não tenha sido).
8. Explique tudo, mas de forma breve. Você deve explicar de forma muito clara a causa da demissão, mas evite longas explicações ou discussões com o funcionário. A decisão já foi tomada, e quanto mais os dois falarem sobre a causa, maior será o stress envolvido. A exceção da regra é quando o funcionário assume uma postura muito aberta, aceita a causa da demissão e lhe pede recomendações para melhorar em empregos futuros. Isto é raro, mas se acontecer, use sua experiência para uma breve seção de coaching.
9. Não se comprometa com o que não pode cumprir. Por exemplo, o funcionário pode pedir uma carta de recomendação. Se você não sabe se vai dar a carta depois, não diga que sim somente para evitar o conflito naquele momento. Isto vai contra a ética profissional e mostra fraqueza em sua gestão.
10. Nunca peça desculpas ou elogie em excesso. Frases como “Desculpe ter que fazer isto…”, “sei que é injusto, mas…” e “não queria tomar esta decisão…” somente alimentarão os questionamentos e a raiva do demitido. Se você quer destacar os pontos positivos da pessoa para levantar seu ânimo, faça isso de forma discreta, ou também acabará tendo que explicar novamente porque o mandou embora.
11. Tenha paciência. Depois de ouvir a palavra “demissão”, a pessoa pensará em mil coisas ao mesmo tempo provavelmente não prestará muita atenção no que você está dizendo. Esteja preparado para repetir algumas coisas e seja paciente. O momento é difícil para você, mas para ele é muito pior.
12. Fique prevenido. Em alguns casos o demitido pode perder a cabeça e ficar agressivo, e em algumas situações extremas pode até partir para a violência. Mantenha a calma, e deixe que a segurança ou a polícia cuide disso. Nunca responda às agressões, verbais ou físicas.

DEPOIS
1. Documente a reunião. Normalmente existe um processo de RH para isto, mas de uma forma ou outra a informação discutida na reunião deve ser registrada oficialmente na empresa.
2. Comunique a equipe. Antes que os rumores se espalhem, junte sua equipe e explique breve e objetivamente a causa da demissão, sem entrar em detalhes que exponham o demitido. Garanta que não fique uma impressão de injustiça. Aproveite o momento para deixar claro que quem trabalha bem é premiado (se isso realmente acontece) e quem não tem bom desempenho não pode fazer parte da organização. Reforce a cultura de execução e a meritocracia.
3. Reflita. O erro não foi somente do demitido. Foi também seu e da empresa, que não souberam escolher a pessoa certa para a função, ou não a souberam treinar e controlar. Avalie o que poderia mudar na organização para reduzir os casos futuros de demissão.
A lista é grande, mas com certeza não é completa. Existem muitos outros fatores que podem ser específicos a seu caso. O mais importante é que qualquer demissão seja cuidadosamente planejada. O improviso somente causará problemas profissionais, éticos, gerenciais e legais.




Por: Vanderson de Lima




Fonte http://ogerente.com/congestionado/2006/12/05/como-demitir-um-funcionario/ 

domingo, 25 de outubro de 2009

FINANÇAS PESSOAIS

A independência financeira é um dos objetivos que pretendo alcançar a curto prazo, acredito que esse objetivo não se restringe apenas a mim, muitos dos amigos e colegas que tenho hoje, também almejam não depender mais dos pais no que se diz respeito a recursos financeiros.


Sendo assim, alcançar essa independência demanda responsabilidade e consciência, para que as coisas não saiam do controle.
Apresento aqui, um artigo que trata desse assunto e o que fazer quando quando uma crise atinge as finanças pessoais.


Uma crise financeira pessoal é um sério problema para qualquer pessoa. Depressão, ansiedade, baixa auto-estima, enfraquecimento da saúde são alguns dos efeitos de uma crise financeira pessoal.


O quadro fica agravado porque a pessoa se defronta com uma situação onde precisa dar o máximo de si para resolver o problema justamente no momento em que seu estado psicológico está debilitado.


Também nesse momento a pessoa freqüentemente precisa tomar decisões difíceis e fazer sacrifícios dolorosos que podem acarretar mudanças importantes em sua vida.


Por tudo isso, é relevante lembrar dois aspectos importantes:


- A prevenção ainda é a melhor arma contra a crise financeira pessoal.


- Uma vez instalada a crise financeira ou aos seus primeiros sinais, deve-se buscar uma solução o mais rapidamente possível.


Prevenção de crise financeira


A adoção de medidas preventivas para lidar com as crises financeiras tem dois objetivos básicos:


  • Evitar que a pessoa seja surpreendida por fatos apenas aparentemente imprevisíveis.
  • Criar um plano de contingência para lidar com situações realmente imprevisíveis.


As recomendações seguintes ajudarão a prevenir as crises financeiras pessoais:


  • Ter e respeitar um orçamento de renda e gastos.
  • Não se endividar até o limite do orçamento.
  • Cortar o endividamento crescente.
  • Não se financiar a juros altos.
  • Manter um fundo de reserva para cobrir despesas extraordinárias.
  • Criar um plano de contingência para a lidar com a crise.

Enfrentando a crise financeira

Os caminhos para solucionar uma crise financeira pessoal não são muito diferentes daqueles utilizados pelos governos e pelas empresas. Eles se fundamentam em duas medidas básicas: aumento da renda e redução dos gastos. Apesar de simples em seu enunciado, a implantação dessas medidas requer firmeza de decisão, ação e criatividade.

O aumento da renda geralmente significa trabalho extra. Não é fácil conseguir esse trabalho e quando obtido exige sacrifício do tempo dedicado à família ou ao lazer.

A redução dos gastos também é difícil por dois motivos principais. Em primeiro lugar exige algum trabalho de análise e controle. Segundo, reduzir gastos significa fazer sacrifícios, o que contraria a essência da natureza humana.

Como as medidas para aumento de renda ou redução de gastos exigem sacrifícios, as soluções são proteladas e a crise tende a se agravar.

O ponto fundamental para se obter o saneamento financeiro das contas pessoais é tomar as decisões certas e sem demora. Quanto mais demoradas  as soluções, menores serão as chances de sucesso.



Um programa de saneamento financeiro pessoal começa com a análise da situação financeira atual da pessoa e suas perspectivas  num futuro próximo. Esta análise tem como objetivo fazer um diagnóstico preciso do problema, identificando suas causas principais e secundárias. A partir daí serão buscadas as soluções.

Portanto, não basta examinar como as contas pessoais estão hoje. Também é preciso saber como elas ficarão mais à frente. O ideal é que a análise projete a situação financeira para um período de doze meses.




Analisando a crise financeira

Um roteiro sugerido para analisar a crise financeira é o seguinte:

- Qual é o problema financeiro e quais serão seus desdobramentos?

- Se tudo correr bem como ficarão as finanças pessoais?

- Se acontecer o pior como ficarão as finanças pessoais?

- Qual é a renda efetiva?

- Como deverá se comportar a renda num futuro próximo, desconsiderando-se ocorrências imprevisíveis?

- Qual é o orçamento de gastos?

- Como deverão se comportar os gastos num futuro próximo, desconsiderando-se ocorrências imprevisíveis?

- Existem gastos exagerados, desproporcionais?

- Qual o peso dos juros no total dos gastos?

A resposta a estas perguntas facilitará a busca de solução para o problema.

Uma vez obtida as respostas para as questões mencionadas, além de outras que a situação possa exigir, a pessoa deverá fazer uma projeção de entrada e saída de dinheiro - seu orçamento pessoal de caixa .

Essa projeção é necessária porque o orçamento pode estar equilibrado em termos anuais, mas pode apresentar algum déficit ou sobra de caixa durante determinados períodos.

Para o mês em curso, essa projeção deverá ser efetuada em base semanal (talvez diária se a situação financeira estiver muito difícil), dando assim um maior detalhamento para as informações sobre a situação financeira imediata. Para os onze meses seguintes,  as projeções serão efetuadas em base mensal.




Encontrando as soluções

Depois que os dados e informações forem coletados na etapa de análise, será necessário encontrar as soluções. Para isso, é preciso responder às seguintes questões:

1. As premissas usadas na análise do problema são realmente confiáveis?

2. Qual a solução ideal para a crise financeira pessoal?

3. Qual é a solução possível?

4. Existiria um meio termo entre solução ideal e solução possível?

5. A solução a ser adotada é arriscada? É flexível?

6. Se existe mais de uma solução, qual delas deve ser escolhida?

Como já foi mostrado, as soluções implicam basicamente em um aumento de renda, redução de gastos ou uma combinação dessas duas  alternativas.



Eu já não moro com meus pais, porém ainda dependo deles para a minha sobrevivência longe do teto que vivi grande parte da minha vida até agora.


De toda a minha renda, cerca de 70% tem origem dos cofres dos meus pais. Por escolher viver longe deles tive que me estruturar e aprender a lidar com minhas finanças pessoais. Diante disso elaborei uma planilha que me permite analisar meus gastos mensais  e observar, onde estou pecando, e onde estou mantendo o controle.
Segue um esboço dos 15 primeiros dias do mês, na planilha dos meus gastos:





 Peço a vocês colegas administradores, que analisem a planilha e me ajudem com conselhos em relação a onde devo cortar gastos e para que eu não caminhe para uma crise financeira.
Acredito ser uma tarefa difícil pois não vejo na tabela gastos irrelevantes, ou não?


Por Vanderson de Lima Silva.